José Valter Montéver é pastor presbiteriano. Formado em teologia e psicanálise, tem mais de duas décadas de ministério. Do interior de Minas Gerais o atleticano sofredor, porque quem torce pelo Atlético Mineiro é sofredor, trouxe seu jeito simples, mas muito inteligente para esta coluna. Vai nos deixar mensagens de Deus para edificação de nossas vidas. Leitura obrigatória.

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Servi ao Senhor com alegria

Responder positivamente ao chamado de Deus é a mais nobre atitude que podemos ter em nossa breve existência. Quando temos consciência da vocação nos alegramos e nos dispomos totalmente a este serviço acreditando que, em nome do Senhor Jesus, tudo será sempre uma grande bênção. Com certeza, seremos o maior sucesso.

Com o passar do tempo observamos resultados que impressionam tais como: o crescimento visível e o reconhecimento por parte da maioria. Se por um ângulo vemos coisas positivas, por outro surgem as que aborrecem, entre elas estão: a concretização tardia, o fracasso dos projetos e a frustração com pessoas.

Servi ao Senhor é uma grande emoção e com alegria é um grande desafio. Há momentos em que servir ao Senhor não parece ser uma bênção e sim um grande peso. Servos do passado tiveram esta experiência. Jeremias desejou abandonar tudo, Elias pediu a morte e Moisés pediu que seu nome fosse riscado do livro escrito por Deus.

No Salmo 100 somos convidados a servir ao Senhor com alegria e a chegarmos diante dele com atitude de louvor. Nós podemos servir ao Senhor com muita alegria. Para que isto aconteça é preciso que saibamos que somos somente dele, pois foi Ele quem nos fez. Tenhamos a consciência de que somos ovelhas de seu pastoreio, isso significa que ele cuida de nós. Somos filhos amados de Deus, então sirvamos a Ele com alegria.

Vivendo aos pés do Salvador

Aos pés do Salvador é o lugar mais seguro para se viver. É na presença dele que podemos desfrutar da plenitude de alegria e das delícias espirituais perpetuamente. A Bíblia fala de Maria, uma mulher muito especial, que experimentou este privilégio de viver aos pés de Jesus. Ela era irmã de Marta e de Lázaro. Jesus amava sua família. Essa mulher só aparece três vezes na Bíblia, mas em todas essas ocasiões ela estava aos pés de Jesus, o Salvador.

Na primeira vez ela estava ali para aprender. Ela se deleitava nos ensinamentos de Jesus e o Mestre disse que ela escolheu a melhor parte. Assentar-se aos pés de Jesus é matricular-se na escola superior do Espírito Santo onde podemos aprender as verdades mais preciosas.

Na segunda vez ela estava aos pés de Jesus para chorar. Seu irmão Lázaro estava morto e sepultado. Jesus solidarizou-se com ela e chorou com ela, para em seguida ressuscitar seu irmão. Chorar aos pés de Jesus é encontrar uma fonte de consolo.

A terceira vez, Maria estava aos pés de Jesus para agradecer. Ela quis expressar sua gratidão a Jesus e derramou aos seus pés um precioso perfume. Aos pés de Jesus é o melhor lugar para você estar.

Você agora mesmo pode se decidir viver aos pés de Jesus para aprender, para chorar e para agradecer.

Lavar as mãos, minha única saída

No pensamento de Pilatos não resta outra saída a não ser lavar as mãos. Tinha perante si uma multidão enlouquecida que, sob a influência de religiosos, gritava pela crucificação de Jesus. De repente chega-lhe um pedido de sua esposa, dizendo-lhe que em sonho muito sofrera pelo inocente Jesus. A situação para Pilatos fica ainda mais exigente e ele não sabe o que fazer. Diante de toda pressão resolve que o melhor é lavar as suas mãos.

Então o governador lavou as suas mãos, isto significa que ele desistiu da causa de Cristo entregando-o nas mãos de pessoas que estavam com a opinião já formada. Jesus chamado Cristo deve morrer e Barrabás deve ser solto. Parece que tudo deu certo, a vontade do povo foi feita e Pilatos aparentemente não leva a culpa uma vez que não se comportou como juiz da situação, função que deu ao povo. Para Pilatos a única saída foi lavar as mãos e para nós esta também tem sido a única saída. Assim como Pilatos teve medo do povo nós também, apesar de toda a experiência cristã, muitas vezes temos medo de nos envolver com a causa de Cristo e perder benefícios e muitas vezes posições. Não queremos adotar a responsabilidade da causa temendo as dificuldades que ela nos causa e com isto lavamos as mãos.

Lavar as mãos é a arma daqueles que não querem se queimar, estão sempre objetivando agradar a todos. Com isto não tem coragem de ficar na posição correta e ter a atitude justa. Que a história de Pilatos seja para nós um exemplo de coisas que não devemos fazer, entre elas destacamos: não devemos tentar agradar a todos, ter medo das perdas e principalmente não devemos deixar que a voz do povo pareça com a voz de Deus.

Quando o Senhor restaura

"Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de cânticos; então, se dizia entre as nações: Grande coisas fez o Senhor por estes. Grandes coisas fez o Senhor por nós, e, por isso, estamos alegres".

O texto descrito no Salmo 126 em seus três primeiros versículos narra as reações dos israelitas quando se viram livres de seus opressores e restaurados como nação. O povo estava tomado por uma grande emoção, era com se estivesse sonhando. Depois de uma vida debaixo de um jugo opressor, agora está em total liberdade.

Ainda que tardia aos nossos olhos, a liberdade chegou, e com isto, nós ficamos tremendamente emocionados. Outra reação esboçada pelo povo foi a de ser dignificado entre as nações. O que era visto como escravo e fracassado agora é notado como gente próspera e abençoada. Deus nos livrou de toda opressão, e nos fez dignos de honra.

Livres, emocionados e honrados. Eles estão alegres. Na verdade, o choro pode durar a noite inteira, mas a alegria chegará logo que o dia amanhecer. Quando o Senhor nos restaura, temos de volta a emoção de viver em dignidade e alegria. Cristo é a nossa restauração, emoção, dignidade e total alegria.

Houve tempo e espaço para Jesus?

Há poucos dias vivemos mais um final de ano. Tivemos festas, trocas de presentes e várias confraternizações. Depois de tudo isso eu fico a pensar: será que houve tempo e espaço para Jesus no dia em que comemoramos o seu nascimento?

A Bíblia diz que no dia em que o menino nasceu não houve lugar para Ele e nem para seus pais. Era época de recenseamento e a cidade de Belém estava muito agitada, ninguém iria se preocupar com o nascimento de uma criança, mesmo que esta criança fosse o salvador prometido.

Em nosso tempo parece que as coisas não são muito diferentes, o homenageado é Jesus, porém, pouco se lembra Dele. Para os dias em que estamos vivendo talvez Jesus não seja uma necessidade tão urgente, pode ser que os cristãos modernos consigam viver sem precisar tanto da intervenção de Deus. Pode ser também que Jesus não seja tão interessante, principalmente nesta época do ano.

Tantas coisas a serem feitas, muitas preocupações, uma infinidade de problemas que só podemos resolver por nós mesmos, enfim, para que nos preocupar com isto agora. Se fosse algo mais interessante quem sabe nos preocupássemos mais. Um feliz ano novo.

Cantai ao Senhor

Cantai ao Senhor porque ele é bom, ele faz maravilhas, ele é misericordioso. É o Deus supremo e o todo poderoso. Devemos cantar ao Senhor em todo tempo, pois em todas as circunstâncias ele estará no controle. Hoje é tempo de louvar a Deus, então cantemos, e o adoremos de todo coração.

Os apóstolos Paulo e Silas tiveram um dia totalmente fora de sua normalidade. Foram fazer o bem a uma jovem que estava sendo explorada por seus patrões. A jovem era possessa por um espírito maligno, algo lucrativo para eles, uma vez liberta, cessa-se o lucro e aí começa o tormento dos apóstolos. Foram surrados, arrastados em praça pública, tiveram um julgamento precipitado e terminaram o dia em uma terrível prisão. Com certeza aquele local era desconfortável e amedrontador. Por volta da meia noite o culto começou.

O culto foi iniciado com oração e cânticos. Paulo e Silas certamente oravam por suas vidas, pelos demais presos que ali estavam, pelos funcionários da cadeia, pela igreja que já se espalha pelo mundo e é possível também que oravam por seus opressores. Além das orações eles entoavam cânticos de louvores. Não foi o melhor dia de suas vidas, pelo contrário, aquele momento não devia ter existido nunca. Eles cantavam porque sabiam que Deus é bom e sua misericórdia é infinita e seus planos não frustram. Apesar do dia terrível e da noite sem nenhuma perspectiva, este foi tempo de louvar ao Senhor.

A família moderna: sonhos e desencantos

A família de nosso tempo tem quase todas a condições para dar certo. Ao contrário do que víamos no passado hoje o homen e a mulher cumprem a mesma jornada de trabalho, fato que deve proporcionar um aumento considerável em sua renda. O casal moderno está investindo mais em saúde, se preocupa mais com seu vigor físico. São mais jovens e mais sonhadores e isso nos leva a crer em seu potencial de grande vencedor. As crianças agora podem ter futuro melhor porque seus pais estão "dando duro" para dar a elas uma formação de qualidade. Quanto a segurança, não há muito que se preocupar. Nas residências encontramos cercas elétricas, vigia particular e cobertura oferecida pelo Estado e município. E se alguma coisa der errada certamente o seguro patrimonial cobrirá os prejuízos.

A família moderna "está com tudo" para ser próspera e feliz, todavia não é o que temos visto. Parece que as grandes transformações não foram suficiente para o reinado da felicidade, pelo contrário, a família moderna está em crise e no lugar da felicidade está reinando o desencanto. Em grande desespero ela grita por socorro e já não sabe o que fazer. Batalhou demais pelo seus sonhos, procurou eliminar as possibilidades de crise e, frustrada, ela cai ainda mais em seu desencanto.

A família moderna venceu. Deve ter atingido o topo da prosperidade, mas não está feliz e a razão pode ser dada com grande facilidade; “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela”.

Pereceu a minha glória

Quando Jeremias vê que Jerusalém está destruída, que os filhos desta cidade foram mortos, torturados e que o restante seria levado ativo à Babilônia ele diz que sua glória pereceu e que com ela também pereceu a sua esperança no Senhor (Lm 3.18). A confissão aberta o projeto revela o "desmoronamento do homem quando sente que seus sonhos foram frustrados, seus ideias abruptamente violentados e suas orações fracassadas". Jeremias entendia e aceitava o agir de Deus, mas não compreendia o porque de tamanha desgraça. Em sua visão o castigo havia sido grande demais e talvez Deus tivesse exagerado na "dosagem da provação".

O que pensamos ou fazemos quando o Senhor vem com "mão forte e amassadora" sobre nossas vidas? Quando perece a nossa glória ministerial, profissional, familiar etc? Geralmente vemos a nossa fé enfraquecida e a esperança totalmente apagada. Como aconteceu com Jeremias pode acontecer com qualquer um de nós, contudo é preciso reagir. Pereceu a minha glória e a minha esperança no Senhor, mas Deus não deixou de ser misericordioso; assim entendia o profeta de Deus. Deus é misericordioso, e por causa de Sua misericórdia nós não somos consumidos. Deus é misericordioso e a única porção que temos é o Senhor. Deus é misericordioso e a única saída para as nossas vidas é voltar para Ele. "Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor." (Lm 3.40). E que a paz de Jesus Cristo continue reinando em nossos corações.

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